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março 16, 2009

i'm a fckng early adptr

Todo esse papo de o twitter vai virar orkut é uma bobagem muita grande. Como já foi dito antes, se você tem medo disso, provavelmente não entendeu o twitter. Mas rola outra coisa também, rola um elitismo de early adopters.

Existem early adopters em qualquer qualquer coisa. Startups, bandas, bares, baladas, roupas. Tudo que é passível de moda. Early adopters tendem a se achar melhores, a achar que aqueles new fags não sabem realmente o que é tudo aquilo. Pior, early adopters tendem a achar que as coisas eram melhores antes, sempre.

As pessoas deixam de usar roupas, deixam de ouvir músicas, deixam de usar apps de internet e redes sociais. Isso é muito estúpido. Essa vontade de fazer parte de algo restrito, com se alguma coisa deixasse de ser boa só porque um monte de gente usa.

Concordo que para estrangeiros o orkut foi destruído por brasileiros, mas não acho que o orkut tenha sido destruido em si pela popularização. Duvido que o mesmo aconteça com o twitter.

O que acontece é que você não pode defender a internet, a web 2.0, e ser elitista e restritivo ao uso dos sites, e ficar discriminando alguém só porque a pessoa não sabia o que era o twitter até ver a capa da época.

A piada do new fag é muito comum no 4chan, mas o /b/ é anônimo, ninguém sabe quem é realmente novo no fórum. Em uma rede social, isso seria desastroso.

Mas o Brasil tem dessas coisas. Os caras do VT estavam bravos esses dias porque o "tenso" pertenceria a eles. Essas coisas não pertencem a ninguém, assim como o twitter não te pertence.

março 11, 2009

Brasil, um país sincero?

Bom ver sinceridade dentro do governo federal (com erro de digitação e tudo):

Brasil, país do futuro (ironia mode on ok?)

Gustavo Miller escreveu uma matéria chamada Meu primeiro e-mail para o Estadinho, o suplemento para crianças e pré-adolescentes do Estado de São Paulo. O texto é sobre meninos e meninas na faixa dos 8 aos 11 anos que querem ter seu primeiro email “para conversar com os nossos amigos”. O email seria um sinal de que as crianças ficaram "grandinhas". Agora, munidos de um correio eletrônico, eles podem bater altos papos pelo MSN e entrar em sites de relacionamento.

Oh, great.
Tudo o que nosso país precisava. Uma geração inteira sendo apresentada a serviços de email através do Hotmail. Era melhor que usassem o mirc. Já não basta o atraso de nossos adultos?

Lembrei de um post que Warren Ellis escreveu em seu blog, sobre a filha de 13 anos. Para ela, ter contas em redes sociais é "triste". Lilith esqueceu a senha do email e fala com as amigas através de sites de jogos e de moda (o Ellis não cita nenhum, mas telvez ela use o iminlinkwithyou. Será que já joguei tracism ou blockes contra ela?). Lili Ellis usa o YouTube para ouvir música.

Tudo bem que o garoto mais velho na matéria do Estadão tinha 11 anos, e não 13, mas eles não estão exatamente no caminho certo: Lili é que é super moderna - membro de uma geração totalmente imersa na tecnologia - e enquanto isso as nossas crianças gostam de emoticons do Windows Messenger.

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